sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Meu não é, de certeza.

via Google
Pedro Passos Coelho respondeu hoje a António José Seguro dizendo que as medidas de austeridade são suas mas o défice que as obriga não é seu.

O Primeiro Ministro esteve hoje bem no debate quinzenal que se realizou no sítio do costume.

As interpelações das bancadas do PSD e CDS foram, como sempre são as do/s Partido/s que apoia/m o Governo, as menos interessantes. São o habitual surpreende-me-lá-com-a-pergunta-que-estou-à-espera-para-te-dar-a-resposta-que-combinámos. Sem interesse algum excepto manter o necessário formalismo de a todos dar a palavra.

António José Seguro tentou fazer baixar alguma névoa sobre os números do Orçamento para 2012 mas não convenceu. Extremamente inseguro para o nome que tem, pareceu-me talvez demasiado impreparado, demasiado verde. Caso a preparação tenha sido bem feita e competentemente assessorada implica que a verdura seja, na realidade, inaptidão. Foi demasiado mole. Facilmente rebatido por Passos Coelhos e até pela Presidente Assunção Esteves defronte de quem amuou porque lhe quis desligar o microfone por excesso de palração.

Jerónimo de Sousa empregou o dogmático gasto e esperado discurso com os "ptanto" do costume. Penso que Jerónimo é dos raros comunistas politicamente simpáticos. Infelizmente, para estes, tornou-se presa fácil na argumentação Passista. Nada de assinalável.

Sobre Heloísa Apolónia nada sou capaz de comentar. Não consigo ouvir a senhora.
É físico e visceral. É a verdade.

Francisco Louçã, o único que deu luta. Com as suas usuais armadilhas de linguagem sustentadas com questões baseadas em números e factos. O melhor preparado de todos os líderes dos Partidos da Oposição perguntou a Passos onde meteu 1000 milhões de euros.
Teve azar.
Pedro, o Primeiro, sabia e respondeu.

O Primeiro-Ministro foi sempre capaz de argumentar de forma precisa e clara.
Não se escondeu atrás de nenhuma cassete.
Falou sobre o seu Orçamento, feito com base nas suas ideias e defendeu-o.
Só falhou num aspecto.

Se formos ao fundo do argumentário da frase com que brilhou e com que começamos este artigo está uma pragmática falácia.
O défice também é dele. Queira ou não.
É de todos, dizem. Pois bem.
Do Pedro também.

Porque se assim não for recuso-me a pagar. É que meu não é, de certeza.

2 comentários:

André Miguel disse...

Meu caro, claro que é do Passos como também é seu e meu.
Todos pactuámos com as políticas desastrosas dos últimos anos. Caso não fosse assim, acha que teríamos chegado a este cúmulo?

André Couto disse...

Caro André, é evidente que não. Concordo consigo.
Obrigado pela visita.