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| via sítio da Junta de Adaúfe |
As vicissitudes dos tempos de hoje tornam a nossa vivência cada vez mais brusca, rápida, insensível e, até, egoísta. Não temos, como devíamos, o tempo necessário para cultivar e regar os nosso laços familiares e, sejamos francos, mesmo quando essa nesga de tempo surge não estamos para tomar a iniciativa. O tempo lá vai passando e quando damos por isso só estamos com as pessoas que verdadeiramente importam por motivos de nascimento ou morte, isto é, vêmo-los, e nem sempre, no Natal ou então em funerais.
Relativamente aos meus pais tenho a felicidade de estar com eles todas as semanas por motivos mais prosaicos e mais alegres, juntamo-nos semanalmente para comer, beber, amar e conviver.
Os restantes familiares acabam por receber atenção mais esparsamente, admito-o.
Lutando para não deixar o tempo e a distância esbater os laços que o sangue naturalmente une, a minha família criou um novo motivo para um encontro anual: O Dia dos Primos.
Primos, Pais, Tios, Cunhados, Sobrinhos, Afilhados, Irmãos, Netos, Avós, Genros e Sogros unem-se num dia de piquenique algures pelo nosso Portugal. Com a ideia da reunião dos primos acabamos por juntar a família quase toda por um motivo tão simples mas tão feliz como o prazer de estar uns com os outros e partilhar carinho, risos, conversa e paz.
Regra geral termina com peregrinação geral a casa de um de nós.
Estar com a família é bom. Enche-nos o coração e torna-nos melhores.
Estou muito grato pela família que tenho.
Este ano, no nosso Dia dos Primos, estivemos aqui.
Até ao ano, se não for antes.

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