quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Entrevista a Vitor Gaspar

Foto: Google
Assisti ontem à entrevista do José Gomes Ferreira ao ministro das finanças Vitor Gaspar.
Em primeiro lugar devo dizer que gosto bastante do jornalista que referi. Aborda os temas com educação, parece saber do que fala e tem uma característica fundamental num entrevistador que é deixar o entrevistado, seja ele qual for, gostando dele ou não, responder às questões e concluir as suas ideias.
Vitor Gaspar era, para mim, uma incógnita. Tinha muita curiosidade em ouvi-lo, tentar avaliar a sua capacidade e, admito-o, procurar lê-lo não só através do seu discurso mas também da sua postura, dos seus tiques, enfim, pretendia armar-me em mentalista e saber o PH da urina do ministro só com base na posição do dedo mindinho do pé esquerdo.

Perante tudo o exposto, estava extremamente ansioso.

Realizada a entrevista não fiquei decepcionado com o entrevistador e assumo que fui surpreendido pelo Vitor Gaspar.
Gostei da sua forma de estar, de como soube manter a calma, mesmo quando espicaçado pelo José Ferreira. Admirei o seu profundo conhecimento da pasta que tem em mãos e da prudência com que a gere no sentido de chegar ao objectivo da sua tutela que mais não é do que cumprir o acordo com a troika. E isso já é bastante pois temos o mundo inteiro à espera que o nosso país se transforme em mais uma Grécia.

Ficaram-me da entrevista várias certezas:

Muitos dos que criticam as medidas adoptadas pelo governo não fazem a mais pequena ideia de que a sua grande maioria se encontra nesse tal acordo com quem nos manda o tostanito. A MUITAS das questões que lhe foram colocadas sobre o porquê desta, daquela, daqueloutra medidas, a resposta foi sempre a mesma: isso está escrito no Acordo assinado e tornado público em Maio.

O facto de este governo tomar medidas além do que está acordado é para que se consiga cumpri-lo. Não para acabar lá perto, isso não chega. Há que cumprir e mostrar que está e irá fazê-lo.
Ninguém deseja a falência do nosso país, pois não? Alguém pensa que o pastel continuará a chegar se não estivermos a fazer o que a troika entende necessário?

Ficou, para mim, claro que Vitor Gaspar e o governo têm um plano para a resolução dos problemas do país e para a sua reformação. Esse plano será posto em prática e cumprido. Doa a quem doer.
Acredito que irá doer a todos. Mas é preferível termos um governo que nos leva a algum lado do que  um outro que fica, assobiando para o ar, à espera que venha o Pai Natal fazer alguma coisa.

Os portugueses não são tansos nem mansos. Os partidos políticos que se excluíram das negociações com a troika foram trucidados nas últimas eleições. Não acredito que uma maioria que vota num bloco à partida coligável de partidos de direita, estivesse à espera de uma governação de esquerda.

Espero que também no fim desta tormenta venha a esperada bonança.
Espero que o GPS do governo esteja a funcionar bem e estejamos indo na direcção certa.

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