![]() |
| Foto: Google |
Em primeiro lugar devo dizer que gosto bastante do jornalista que referi. Aborda os temas com educação, parece saber do que fala e tem uma característica fundamental num entrevistador que é deixar o entrevistado, seja ele qual for, gostando dele ou não, responder às questões e concluir as suas ideias.
Vitor Gaspar era, para mim, uma incógnita. Tinha muita curiosidade em ouvi-lo, tentar avaliar a sua capacidade e, admito-o, procurar lê-lo não só através do seu discurso mas também da sua postura, dos seus tiques, enfim, pretendia armar-me em mentalista e saber o PH da urina do ministro só com base na posição do dedo mindinho do pé esquerdo.
Perante tudo o exposto, estava extremamente ansioso.
Realizada a entrevista não fiquei decepcionado com o entrevistador e assumo que fui surpreendido pelo Vitor Gaspar.
Gostei da sua forma de estar, de como soube manter a calma, mesmo quando espicaçado pelo José Ferreira. Admirei o seu profundo conhecimento da pasta que tem em mãos e da prudência com que a gere no sentido de chegar ao objectivo da sua tutela que mais não é do que cumprir o acordo com a troika. E isso já é bastante pois temos o mundo inteiro à espera que o nosso país se transforme em mais uma Grécia.
Ficaram-me da entrevista várias certezas:
Muitos dos que criticam as medidas adoptadas pelo governo não fazem a mais pequena ideia de que a sua grande maioria se encontra nesse tal acordo com quem nos manda o tostanito. A MUITAS das questões que lhe foram colocadas sobre o porquê desta, daquela, daqueloutra medidas, a resposta foi sempre a mesma: isso está escrito no Acordo assinado e tornado público em Maio.
O facto de este governo tomar medidas além do que está acordado é para que se consiga cumpri-lo. Não para acabar lá perto, isso não chega. Há que cumprir e mostrar que está e irá fazê-lo.
Ninguém deseja a falência do nosso país, pois não? Alguém pensa que o pastel continuará a chegar se não estivermos a fazer o que a troika entende necessário?
Ficou, para mim, claro que Vitor Gaspar e o governo têm um plano para a resolução dos problemas do país e para a sua reformação. Esse plano será posto em prática e cumprido. Doa a quem doer.
Acredito que irá doer a todos. Mas é preferível termos um governo que nos leva a algum lado do que um outro que fica, assobiando para o ar, à espera que venha o Pai Natal fazer alguma coisa.
Os portugueses não são tansos nem mansos. Os partidos políticos que se excluíram das negociações com a troika foram trucidados nas últimas eleições. Não acredito que uma maioria que vota num bloco à partida coligável de partidos de direita, estivesse à espera de uma governação de esquerda.
Espero que também no fim desta tormenta venha a esperada bonança.
Espero que o GPS do governo esteja a funcionar bem e estejamos indo na direcção certa.

0 comentários:
Enviar um comentário