quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O país dos tangas














Esta semana assistimos ao assumir definitivo que este é um país de tangas. Tangas que se governam ao destino desta nação há 36 anos.

Entre acusações e cuspidelas para o ar, que acertam em todos menos em quem deviam, andam alguns senhores iluminados a brincar às políticas com descarado desprezo por quem os elege, lhes paga o ordenado e pouco tempo depois, reformas de valor absurdo, justificadas absurdamente por coisa alguma, com duração absurdamente vitalícia e com a absurda garantia que, pelo menos a esses senhores, nunca faltará dinheiro para lhes entregar.

 - Eh, pá, tens 55 anos, trabalhas há 30 anos, ganhas €500… não sabemos se vai dar para te pagar reforma. Pensas mesmo viver até que idade? Xiiiii…. Tanto?? Então não vai mesmo dar, ok? Faz lá um PPR, um seguro de saúde e não digas a ninguém que vais daqui.

PS E PSD não se entenderam quanto ao Orçamento de Estado para 2011. 
O PS fingiu que iria ter alguma margem de manobra, logo à partida curta, para ceder em algum ponto, o PSD fingiu que tinha alguma margem de manobra, logo à partida pequena, para chegar a um entendimento.

PS argumenta que PSD queria reduzir receita sem apresentar substituição de fonte da mesma.

PSD argumenta que não seria necessária tanta receita se não se gastasse tanto.

Eu argumento que PS e PSD se estão nas tintas para o OE, para os portugueses e para o país em geral e que nunca houve intenção, de qualquer das partes, de chegar a um acordo sobre o que quer que seja.

 O que transparece de forma ridiculamente clara é que num tempo de uma suposta crise que acarretará dificuldades de subsistência a muitos portugueses, colectivamente ou em nome individual, a preocupação primordial dos responsáveis dos dois Partidos Políticos que nos governam há 36 anos é: retirar dividendos eleitorais para futuros escrutínios.

Dizem os engenheiros do PS:
- E caros concidadãos, gostaríamos muito de governar e tirar este País desta malograda crise internacional que nos afecta a todos tanto e na qual não temos qualquer responsabilidade. Sabemos perfeitamente como fazê-lo mas como somos um Governo minoritário e sofremos com uma Oposição cega e irresponsável que não nos aprova uma ferramenta essencial à condução dos destinos da nação, estamos, consternadamente, de mãos e pés atados pelo que o melhor será, logo que possível, convocar eleições darem ao PS uma maioria absoluta.

Falam os doutores do PSD:
Portuguesas e Portugueses. É com enorme pesar e sentida consternação que anunciamos que não mais é possível suportar uma caótica e destrutiva governação Socialista. Este Governo trouxe-nos onde estamos, trouxe-nos à ruína e mostra-se incapaz de tirar o País da situação em que o colocou. Este Orçamento é insubscrevível porquanto nos levará ainda mais de encontro ao fundo do pântano. Não peçam ao PSD para aprovar uma alarvidade em forma de documento oficial que arruinará ainda mais, se possível for, este nosso tão amado Portugal. Neste sentido só uma saída se nos afigura: Logo que constitucionalmente possível, convocar eleições antecipadas e darem ao PSD uma larga maioria absoluta. Quanto mais larga melhor, e de preferência com dois terços dos deputados para permitir ao nosso Partido alterar a Constituição  e dela retirar tudo o que lá está a mais e que torna este País tão dificilmente governável.

Responde o André:
- Chega. Basta.
 Se desde o 25 de Abril de 1974 isto é tudo o que têm para mostrar falhámos todos redondamente. Falharam vocês porque tiveram nas mãos a possibilidade de fazer deste País uma grande nação e não quiseram.

Falhámos todos nós porque alternadamente lhes entregámos carta-branca para nos guiarem e no final da viagem chegámos à triste conclusão que não saímos do mesmo sítio porque vocês arrancaram com o nosso dinheiro e esqueceram-se de nos levar convosco.

Que melhor oportunidade queriam vocês que um novo começo?

Uma folha em branco para encher de História… que lhe puseram?

Qual o resultado que têm para nos apresentar que nos deixe minimamente consolados?
Que miséria.

Quanta incompetência e falta de empenho.

Não brinquem mais comigo.

Não brinquem mais com a minha família.

Não brinquem mais com o meu País.

Entretenham-se todos, se quiserem, com as pilinhas uns dos outros e vão brincar para o caralho.


Bem hajam.
André Couto.