terça-feira, 29 de setembro de 2009

Deixem passar o homem invisível


"Eu sou cego, não gosto de ser cego. Eu não pedi a Deus, nem a Nossa Senhora, para ser cego. Eu tenho desgosto de ser cego, eu tenho desprezo de ser cego, é de onde tenho esta raiva, o nojo de ser cego!"


"Só depois os olhos de António começaram a atrofiar, por falta de uso, porque a luz do mundo entrava e não sabia para onde ir..."



"A vida dá trabalho

não é pôr o dedo no cu e cheirar"



"Quem precisa da explicação não merece ouvi-la."



São apenas algumas passagens que me ficaram na retina desta história sobre um cego e a sua vida. (Perdoem-me a piadola óbvia...)

A vida numa aventura. Os obstáculos até ao fim. Esperança. Muita reflexão. Minha também. Uma reviravolta final e o desaguar num mar (rio) que ansiamos com todas as forças que seja benevolente para que uma justa segunda oportunidade tenha lugar. Tudo em Lisboa.

Rui Cardoso Martins é o autor do livro que tem por título o que está no cabeçalho do post e cujo gosto que tive ao ler foi aumentando à medida que diminuia o nº de páginas que faltavam ser lidas.

Obrigado ao Sócrates pela interessante dica.


Bem hajam.




6 comentários:

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Gostei da expressão em bold.

Entao este é o tal livro que saiu ha pouco tempo e que me despertou interesse quando li a sinopse algures...

Abraço

★ Aralis ★ disse...

Obrigada pela sugestão!
joka

Socrates daSilva disse...

Fiquei contente pela minha partilha ter sido do teu agrado.
A verdade é que o tema deste livro conseguiu fixar-se na minha mente assim que o li, já não me recordo exactamente onde. Depois, a entrevista que li na Ipsilon, conquistou-me pela originalidade da história, de ser em Lisboa, a minha cidade natal, bem como pela tragédia pessoal que pouco antes envolveu o autor.

Agora tenho que fazer uma confissão: apesar deste meu entusiasmo, ainda não li o livro…
(Ups...)
Está na minha famosa lista de espera. Eu tenho teorias para explicar a minha demora em ler um livro sobre o qual acumulo alguma expectativa: ficou à espera do momento perfeito para lê-lo; quero encontrar um espaço/tempo certo; tenho medo de que acabe a sua leitura.
OK! São parvoíces para explicar a procrastinação!

Abraço grande!

Daniel Silva (Lobinho) disse...

André

Passa no meu canto. Deixei-te lá um abraço :)

_E se eu fosse puta...Tu lias?_ disse...

Sarava



....ler para crer!;)


beijoca

André Couto disse...

Daniel,
coloquei a expressão em bold precisamente por ser a que mais me tocou.
Abraço grande!

Aralis,
sempre às ordens! :)
Bjinho.

Sócrates,
não fora essa "falha" vir de ti e seria imperdoável!
Procrastinar é um dos meus hobbies favoritos!! :))
Abraço enorme.

E se...
Sarava!!
Obrigado pela visita.
Estás com uma piadas muito giras...
Beijo.