terça-feira, 29 de setembro de 2009

Deixem passar o homem invisível


"Eu sou cego, não gosto de ser cego. Eu não pedi a Deus, nem a Nossa Senhora, para ser cego. Eu tenho desgosto de ser cego, eu tenho desprezo de ser cego, é de onde tenho esta raiva, o nojo de ser cego!"


"Só depois os olhos de António começaram a atrofiar, por falta de uso, porque a luz do mundo entrava e não sabia para onde ir..."



"A vida dá trabalho

não é pôr o dedo no cu e cheirar"



"Quem precisa da explicação não merece ouvi-la."



São apenas algumas passagens que me ficaram na retina desta história sobre um cego e a sua vida. (Perdoem-me a piadola óbvia...)

A vida numa aventura. Os obstáculos até ao fim. Esperança. Muita reflexão. Minha também. Uma reviravolta final e o desaguar num mar (rio) que ansiamos com todas as forças que seja benevolente para que uma justa segunda oportunidade tenha lugar. Tudo em Lisboa.

Rui Cardoso Martins é o autor do livro que tem por título o que está no cabeçalho do post e cujo gosto que tive ao ler foi aumentando à medida que diminuia o nº de páginas que faltavam ser lidas.

Obrigado ao Sócrates pela interessante dica.


Bem hajam.




domingo, 27 de setembro de 2009

Legislativas

Está cumprido o dever.

Notei bastante afluência. Tanta que, quando quis introduzir o boletim de voto na urna, ele não quis entrar de tão cheia que estava. Oxalá seja indiciador de que os cidadãos optaram por não renunciar a mostrar a sua opinião.

A reflexão foi o mais fundamentada que me foi possível. Li vários programas de governo (ou eleitorais?) e acabei por depositar a cruz na quadrícula do partido que entendi ser mais merecedor, sem me preocupar com vitórias ou derrotas.
Não embarco nessas campanhas de votos úteis em que nos tentam condicionar a opinião com base em bens maiores ou males menores. O meu voto é sempre útil. É a manifestação do resultado da avaliação que faço de quem governou, dos que desejam governar, e daqueles que pretendem ter mais voz apenas para fazerem mais barulho.

Como gosto de silêncio, optei pelo ruído.
Gosto mais de paradoxos do que de silêncio.

Bem hajam.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Porque não te dou ouvidos, avó?


Há algum tempo decidi que seria muito inteligente da minha parte adquirir "O Processo" de Franz Kafka numa edição "low price". Dado que os livros são, para mim, bem essencial considerei tratar-se de uma boa oportunidade comprar um clássico da literatura e logo por um valor irrisório.

Quando trouxe o livro para casa coloquei-o na lista de espera até que chegasse a sua vez de ser devorado. É algo que acontece com regularidade devido ao facto de ser extremamente impulsivo na compra de livros, e depois tenho-os, literalmente, aos "montinhos" na ordem pela qual os tenciono ler. Esta minha faceta compulsiva já me tem causado alguns dissabores, como neste caso.

Comecei a ler, cheio de vontade, essa obra-prima das letras e logo pensei na minha avó.
E até nem é algo que aconteça amiúde, embore eu goste muito dela.

- "Olha que o barato sai caro!!!", diria a D. Alzira acerca de tudo o que seja demasiado barato.

O busílis reside nesse ponto: demasiado barato.
Só consegui deglutir 50 páginas e mesmo assim foram precisos vários dias de muito bocejo, frustração e maledicência.
O livro está nojentamente traduzido!

As duas cavalgaduras que assinam a sua tradução deviam ter vergonha na cara.
Fiquei com a sensação clara que utilizaram uma versão inglesa da obra e colocoram-na num programa de tradução. Agora imaginem todos aqueles rebuscados floreados tipicamente "british" traduzidos à letra!

- "Ah, e tal, por €4,90 não podias esperar muito..."

Podia. Esperava pelo menos um livro que se conseguisse ler.

Bem hajam.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Amanhã



Amanhã neste espaço colocarei algo magnífico. Hoje não.
Amanhã versarei sobre incontornáveis e profundas questões que a todos farão reflectir de modo incomparável. Não hoje.

Amanhã será o dia de colocar algo no blogue que valha a pena aqui voltar. Hoje nem por isso.
Podem ir e vilipendiar a modorra que me envolve desde segunda-feira que não vos censurarei. Pelo menos hoje...

Amanhã respirarei, pensarei e viverei. Hoje encontro-me suspenso da existência.
Não estou aqui. Desliguei os sentidos e vegeto em piloto automático.

No meu cérebro encontra-se um aviso daqueles que se podem encontrar nas lojas das esquinas da nossa terra onde a D. Augusta avisa não estar, mas em breve voltar.

Amanhã voltarei. A mim.

Nil novi sub sole.

Bem hajam.

domingo, 13 de setembro de 2009

O despertar da visão


Ontem fui ao Porto.
Poderão estar a pensar que, para quem vive tão perto dessa cidade, não fiz nada de transcendente. Terão a vossa razão, mas...
Ontem olhei o Porto.
Estive plenamente na urbe sem hora de chegada ou partida, qual criança admirada com algo que nunca tinha visto ou imaginara ser possível ver num lugar tão distante como o seu quintal.

Ansioso por saber mais sobre cada esquina, delirante por cada novo recanto que descobria, numa terra que só ontem foi dada a conhecer ao mundo. Quero dizer, só ontem o meu mundo a quis para si guardar.

Passei pelos mesmo locais que dezenas de vezes passo mas que nunca tinha visto.
Passeando a pé pela invicta cidade descobri a sua verdadeira beleza, a sua grandiosidade, a sua alma.

Cada monumento, cada edifício, cada aresta.
Cada uma das inúmeras centelhas que só para mim ganharam ontem vida.

" - Parece uma cidade estrangeira!!", cheguei a exclamar, excitado, de tanta novidade.

Para mim era. E por esse motivo fiquei com medo.
Será que abri os olhos onde já estive?
Será que vi, de facto, alguma coisa?
Ou ter-me-ei limitado a voar sobre os lugares e os objectos sem nada ter conhecido?

A napoleónica angústia iniciou a sua invasão sem aviso.
A dúvida acercou-se de mim:
Será que passei a correr e perdi o melhor de tudo o que para trás ficou?
Terei de revisitar todos os locais novamente?
Terei de viver outra vez, desta feita tendo atenção ao básico, não me esquecendo de respirar?
E terei tempo para ver tudo, não novamente, mas de novo???

Vou começar pelo jardim da minha casa porque desconfio que, verdadeiramente, nunca o vi...

Bem hajam.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tempo (Reposição)



Nasci depois do tempo.
Vim ao mundo numa época a que não pertenço.
Colocaram-me num lugar que me é estranho e ao qual não me adapto porque desconheço as regras deste faz-de-conta.

Tenho saudades das manhãs de "sport" no Grémio.
Dos "shake-hands", dos formalismos e das tipóias reles cheias de pó cinzento.
Sinto falta dos repastos no Ramalhete e no Hotel Central. Das escapadelas até Sintra...
Que nostalgia a lembrança das noites no camarote do S. Carlos...
Lembro as vozes adoçicadas de roliças donzelas com as suas indumentárias espartilhadas.
Os seus sorrisos maliciosos disfarçados por leques de ocasião. Os seus quentes aromas que quebravam o ar sério e fidalgo dos cavalheiros fumadores de charuto...

Quanta circunstância, é facto! Quanto cochicho e troça!!
No entanto... quanta simplicidade... quanta inocência! Quanta vida!!
E que vida...

Tenho saudades do que o tempo me roubou só pelo triste infortúnio...
de nascer depois do tempo.


Reponho um texto que em "tempos" escrevi.
Uma vez que o reli, não resisto a voltar a publicá-lo.
Realmente há dias em que gostaria de ter vivido noutra época.
Paradoxalmente hoje não é um deles. Porque... não.

Bem hajam.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Derrota


Sinto na minha alma o aproximar dos teus passos.
Estremeço paralizado e incapaz de reagir com o temor que a tua vinda traz.
Preciso escapar mas o teu lúgubre arfar roça-me já o peito.
Força... tenho que ter força. Tenho que mover-me e fugir desenfreadamente.
Correr.. tenho que correr...

Mas porque não me mexo? Porque não reagem as pernas??

Chegas-te cada vez mais a mim. O teu fétido hálito inunda-me já de um incomportável vómito.
Tenho medo. Oh, como tenho medo!
Arde-me mais a pele por te saber chegar do que por saber que terei de te acompanhar.
Vem de uma vez, maldita! Nunca mais me alcanças??

Mas porque não me mexo???

Espera. Espera!! Não quero ir...
Não já. Não ainda.
Volta para trás! Recua no teu caminho e na tua resoluta intenção de me levar!!
Ainda não fiz o que devia. Ainda não vi tudo o que me estava destinado.
Ainda não abri os olhos... Sai daqui, por favor!!

Movimento... Uma brisa... O meu âmago estremece.
Estarei a evadir-me? Estarei a escapar??
Estarei cheio de vida novamente?

Terrível miséria. Estou gelado. A brisa é putrefacta.
Consciencializo o motivo do movimento e soluço um indizível choro.
A tua foice arrasta-me pela lama e com ela os restos daquilo que me tornei.

Desisto de lutar.

Até outro dia, Mundo.

Voltarei, talvez, e brilharei mais forte do que nunca. Mais intensamente do que fui desta feita capaz.


Um meu colega de trabalho está a morrer.

Foi-lhe diagnosticado algo que lhe tirará a vida porque o nosso conhecimento não chega ainda para nos livrar da morte sempre que ela se lembra que chegou a nossa vez.

Eu sei-o e ele também.

Hoje visitou a empresa onde trabalho e fiquei absolutamente desolado.
Não consegui dizer-lhe nada de relevante. Basicamente não fui capaz de articular mais do que meia dúzia de palavras.

Todos sabemos que a vida é a prazo. Não nos pertence.
Como imaginamos que a sua validade está onde a vista não alcança abstraímos-nos quase completamente da nossa finitude. Temos o fim traçado mas não anunciado.
Mas...
Como muda a perspectiva quando agendam a hora para o fim do que conhecemos por vida!
Nesta tomada de consciência não há qualquer libertação.

Como gostaria de ter dito o quanto lamento e o quanto desejo que tudo amanhã não fosse mais que uma terrível recordação de um terrífico pesadelo que afinal já passou..

Como gostaria de lhe ter incutido coragem, uma vez que a esperança é também já defunta..

A minha voz prendeu-se e a minha garganta fechou.
De nada fui capaz.


A vida é fodida.


Bem hajam.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Terra continua a girar

Não tenho por hábito repetir ilustrações das minhas ideias.
O que digo, escrevo ou penso tento não impingir a ninguém através do cansaço da repetição porque para mim se não despertar o interesse ou concordância logo de início não vale a pena insistir.

Talvez seja por isso que raramente discuto, ou falo sequer, de qualquer questão ideológica de base.
Certos princípios de vida são-nos intrínsecos.
Da mesma forma que as minhas convicções profundas são, precisamente pelo seu enraizamento, difíceis de alterar, respeito que o mesmo aconteça a todos e nesse sentido não me sinto no direito de desiquilibrar o mundo de ninguém.

Na minha forma de encarar o mundo a minha atitude traduz o respeito que sinto pela individualidade do outro. A alguns, aqueles para quem viver só faz sentido se tentarem redimir e salvar todos os outros que vivem afogados no oceano da ilusão e do erro, parecerá desinteresse, arrogância ou mania da superioridade.

Enganam-se cabalmente.

Também eu os poderia acusar da arrogância de tomar a sua opinião por tão certa que seja imprescindível trocar os olhos de todos os outros. Também eu os poderia rotular de pseudo-superiores manientos.

Mas não o faço.

Acredito que esse é o seu paradigma por algum motivo e que cada um é como cada qual devido a algo que não consegue controlar. Dessa impossibilidade de moldar até à exaustão todos os pormenores da nossa vivência nasce o respeito que lhes tenho e que a eles por mim falta.

Paradoxalmente esses um dia tomarão para si que a Terra não é quadrada e que no fim do oceano não existe qualquer abismo.

Então partirão à descoberta do Mundo.
Então descobrirão que o Mundo está errado.

Mas, alegria!! Haverá imensas novas almas para converter e salvar...



Bem hajam.

domingo, 6 de setembro de 2009

Aniversário do Muro

Fez ontem, 05 de Setembro, um ano que este blogue começou a sua existência.
Como qualquer bebé de um ano já sabe gatinhar e diz algumas palavras.

Regra geral não gosto muito de celebrar aniversários. Não por qualquer motivo em particular, apenas fico nostálgico nessas datas mas neste caso tal não aconteceu.
Poderá para isso ter contribuído o facto de ontem ter pensado que a data do meu primeiro post seria só daqui a alguns dias? Talvez, não sei. No entanto gostaria de assinalar que inconscientemente escolhi um dia festivo para fazer as alterações ao aspecto do Muro, dessa forma ficando ligadas a algo que melhor lhe suportará a memória.

Não por ser da praxe mas porque desejo, gostaria de agradecer ao meus leitores.
Não são muitos, eu sei, mas sem falsas ideologias prefiro ter poucos e genuínos, que coloquem comentários verdadeiros, interessantes e construtivos em vez de muita gente aqui vir colocar opiniões de circunstância, apenas para mostrar que comentam um blogue conhecido e com isso, quem sabe, conseguir mais algum leitor para a sua própria publicação.
Quando dei vida, a minha vida, a este espaço foi por necessidade interior e não por procura de protagonismo vaidoso. Quando publico é porque há algo em mim que me impele a isso. Mas é evidente que gosto de saber que alguém lê as minhas palavras e nesse sentido também um pouco por todos, eu, a necessidade da vossa opinião e por vós, neste blogosférica santa trindade, este espaço existe.
A vocês, por tudo isso, muito obrigado.

Bem hajam.

sábado, 5 de setembro de 2009

Retoque pequenino (quase nem se vê...)


- LABAREDAS ENORMES!!
- Labaredas?

- SIM, LABAREDAS ENOOORMES!!
- Enormes?

- ESTÁ TUDO ALTERADO!!
- Tudo?

Não mudem de "canal" que só fiz umas pequenas alterações estéticas. Assim, tipo de letra e pouco mais...

Até já...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Haruki Murakami


Não, não é o Jackie Chan.
Este senhor é Haruki Murakami, escritor japonês natural de Quioto.
Que têm a ver com isso? Se gostam de ler, provavelmente tudo.
Durante muito tempo senti uma raiva mal contida sempre que lia um autor estrangeiro. Adoro ler romances de várias temáticas e influências mas amiúde deparava-me com um problema complexo de índole, para mim, absolutamente incontornável: Aquilo não prestava.
O meu desagrado prendia-se com uma questão bifurcada mas que redundava sempre no mesmo fim: não conseguia ler o livro.
Porquê?
Pelas traduções idiotas que faziam. Era-me penoso e intransponível ler palavras traduzidas à letra e cuja tradução desvirtuava aquilo que parecia ser o óbvio desejo de escrita e transmissão de mensagem por parte do autor. Estou a falar de um trabalho muito pouco profissional, tão pobre que qualquer aluno médio do secundário com hábitos razoáveis de leitura faria incomensuravelmente melhor. Considero vergonhoso que alguém sem qualquer formação em técnicas de tradução consiga perceber que o resultado do trabalho do tradutor não é suficiente para atingir o medíocre.
Outras vezes ocorria que o texto em si era tão execrável que ficava na dúvida se o livro teria passado por fracas mãos ou se seria já uma bosta mal escrita antes de ser passado para português.
De qualquer forma não conseguia continuar a ler e isso causava-me a tal raiva.
O que tem o Haruki a ver com o assunto?
Tudo.
É um escritor fenomenal e está divinamente traduzido.
Assumo sem pejo que não percebo nada de japonês mas ou o Sr. Murakami escreve muito bem, ou a D. Maria João Lourenço é uma tradutora de se lhe tirar o chapéu.
Gosto de romances com o final inequívoco. Nos livros do Haruki (Rukinho, para os amigos) isso nunca acontece porém amei qualquer um dos 6 ou 7 seus livros que já tive a oportunidade de ler.
É uma escrita viciante, desprendida, crua, descritiva q.b. mas sem se tornar maçuda.
O termo que me parece mais acertado será desconcertante.
Regra geral foca a história no trajecto de um personagem onde tudo o que se passa o afecta das formas, por vezes, mais triviais, por mundanas, mas simultâneamente das formas mais profundas, dando-nos a conhecer a alma do sujeito que rapidamente é substituído por nós mesmos e onde tudo o que acontece nos abala inefavelmente.
Os seus livros são uma ode ao indivíduo e a todos os "eus" que estão nele contidos.
É impossível não encontrar numa sua obra algo que não nos faça pensar:
"- É verdade. Claro! Mas porque nunca parei para pensar nisso?"
Apesar de elementos comuns vadiarem por vários dos seu textos nunca terminei um seu livro pensando que tinha desperdiçado o meu tempo. E isto não é muito habitual.
Espero que vos tenha atiçado a curiosidade.
Não recebo comissões, creiam-no, mas é tão recompensador ler as obras do Sr. Murakami que gostaria que sentissem o mesmo...
Caso já o tenham lido façam o favor de deixar opinião!
Bem hajam.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Para ti, Tina


Faz hoje 9 anos que comecei a namorar com a minha mulher.
Entretanto casámos e poder-se-ia pensar que esta data não seria já de comemorar, apenas celebrando o aniversário do matrimónio. No entanto para mim este dia é muito especial. Sem a sua existência tudo o mais não teria jamais acontecido e portanto faz, para mim, todo o sentido recordar o dia da partida desta viagem.
Este post tem como intenção ser um tributo à minha namorada, hoje minha esposa, por todos os momentos que já vivemos e por todos aqueles que sonhamos ainda viver.
Desejo agradecer-te, Tina, por tudo. A parte mais fácil será lembrar as alegrias e os dias felizes, que os houve e há muitos, mas sobretudo quero enaltecer a capacidade que tivemos de ultrapassar os momentos menos bons, aqueles que nos poderiam ter feito derivar o rumo e acabar noutras paragens, com outras vistas e outras vidas.
Quero que saibas que estou reconhecido pela tua capacidade tolerar os meus defeitos (sim, porque eu sei que não sou fácil..), os meus amuos, as minhas (tantas) más disposições, as minhas intolerâncias e todas as "paneleirices" a que sou tão afoito.
A rotina do dia a dia por vezes é a árvore que não deixa ver a floresta, mas tu és todo o meu planeta e hoje quero relembrar-to de forma absolutamente inequívoca.
Obrigado, meu amor.
Amo-te!