segunda-feira, 8 de junho de 2009

Afinal são três...



"Alegres camponeses, raparigas alegres e ditosas,
Como me amarga n'alma essa alegria!

Nem em criança, ser predestinado,
Alegre eu era assim; no meu brincar,
Nas minhas ilusões da infância, eu punha
O mal da minha predestinação.

Acabemos com esta vida assim!
Acabemos! o modo pouco importa!
Sofrer mais já não posso. Pois verei —
Eu, Fausto — aqueles que não sentem bem
Toda a extensão da felicidade,
Gozá-la?

Ferve a revolta em mim
Contra a causa da vida que me fez
Qual sou. E morrerei e deixarei
Neste inundo isto apenas: uma vida
Só prazer e só gozo, só amor,
Só inconsciência em estéril pensamento
E desprezo [...] Mas eu como entrarei naquela vida?
Eu não nasci para ela."
Fernando Pessoa,
in Primeiro Fausto
Bem hajam.

Elisa candidata ao Porto (via Estrasburgo)


Olá a todos.
Dois posts no mesmo dia... Estou hiperactivo!!
Vou já deitar-me e esperar que passe a vontade de colocar mais alguma posta!

Quem me lê sabe que a política não é o mais comum dos temas acerca do qual publico e prometo que continuará a não ser.

Apesar disso, e na ressaca da eleição que decorreu ontem, não posso deixar de manifestar algo que notei e desejo de forma ardente e libidinosa partilhar convosco.

A Srª Elisa Ferreira, aquela que será a candidata do PS à Câmara Municipal do Porto, a tal que quer ser Presidente da Câmara portuense por amor ao Porto e aos seus habitantes foi ontem uma das eleitas para o Parlamento Europeu.

Isso é que é confiança numa vitória nas autárquicas!

Isso é que é o amor e o respeito pelas pessoas do Porto!


Pronto. Já passou.

Bem hajam.

Europeias 2009



Olá a todos.

Ontem decorreram as votações para a eleição dos representantes portugueses ao Parlamento Europeu.

Não pertenci ao grupo verdadeiramente vencedor das eleições, a abstenção, uma vez que fiz parte dos menos de 40% que exerceram o seu direito de voto.

Inicialmente tinha a ideia de votar em branco, uma vez que nenhum dos partidos me convence muito, mas acabei por dar o meu voto a um partido do contra.

Após o fecho das urnas acompanhei a emissão televisivas com vista a tomar conhecimento do resultado eleitoral. Foi sem dúvida interessante constatar que, com base nas declarações dos representantes partidários, de uma forma ou de outra, todos consideraram ter saído vencedores do escrutínio.

O PSD venceu porque, de facto, ganhou as eleições.

O BE venceu porque teve uma subida fantástica e duplicou (com possibilidade ainda de triplicar) a sua representação em Estrasburgo.

O PCP, desculpem, a CDU venceu porque não perdeu.

O CDS venceu porque conseguiu ganhar não aos seus principais rivais, mas às empresas de sondagens.

O PS também ganhou porque, embora tendo sido derrotados, perderam umas eleições pouco participadas, em condições muito difíceis e que no fundo não lhes interessava para nada. (basta atentar na escolha Kamikaze do candidato, o Avô Cantigas) Além do mais só votaram 40% dos portugueses, todos anti-socialistas e tudo pessoas que não compraram o Magalhães!

O que mais dizer?

Nós por cá todos bem... Sempre.

Bem hajam.

sábado, 6 de junho de 2009

Aparecer dois meses depois não dá direito a título...

Olá a todos.

Parecia que ainda há pouco cá tinha escrito qualquer coisa e só quando cá vim notei que dois meses passaram.

Em todo este tempo que decorreu não senti nunca a vontade de actualizar 0 blogue e vocês que já me vão conhecendo sabem que não faço fretes a ninguém. ( já pareço o Marinho Pinto. Não posso dizer que adore o senhor bastonário mas confesso que foi absolutamente delicioso poder ver a Manuela Moura Guedes ter de fechar a sua boca (lol) e engolir em seco)

Por várias vezes pensei em terminar o blogue mas nunca fui capaz. Senti saudades do que perderia se o fizesse e sabia que algum dia voltaria a vontade de partilhar algo connvosco.

É estranho como ganhamos ligações emocionais com pessoas que nunca vimos. Não sei muito sobre cada um de vós que me lê, no entanto sinto uma gratidão e um carinho por tê-los desse lado que por vezes não consigo conter.

GOSTO DE VOCÊS, PRONTO!

Nada na minha inconstante existência interior mudou e continuo o mesmo incompleto ser de sempre.

Nestes dois meses ocupei o meu tempo com coisas banais e que envolveram pouca actividade cerebral. Os momentos de alguma (e mesmo assim pouca) elevação de espírito resumiram-se aos livros que fui lendo.

Mesmo no campo da leitura não foi uma tarefa fácil. Vários foram os livros começados, mas poucos os terminados.


Amanhã são as eleições para o parlamento europeu e hoje está a chover.
Destas duas saliento a chuva...

Neste preciso instante sinto que passarei a vir cá com mais regularidade mas não o prometo...
Não controlo a minha vontade e já desisti de a dominar.
Passei a voar a favor do vento em vez de lutar contra ele.

Desejo muito sentidamente que tenha vontade e inspiração para voltar nos próximos dias.

A todos vós um sentido beijo e um apertado abraço.
Bem hajam.