quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Soneto de Amor



"Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...
Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!"

(José Régio)




5 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

gostei, mais uma vez o amigo escolheu bem, tenho apreciado muito as tuas escolhas.

sonhos/pesadelos disse...

excelente escolha...
bjs endiabrados

Fa menor disse...

É belo o poema...
mas gostava de ler um teu :)

Bjs

Blondewithaphd disse...

Ai deuses o que para aqui vai!;) Very hot stuff!

Lampejos disse...

....

O domínio da metáfora que converte em melodia,
e deixa um sabor do beijo sem palavras.

Soneto precioso. André :)

[obrigada]


(a)braços,flores,girassóis:)