domingo, 9 de novembro de 2008

Enigma



"Rememoro as ausências que não tive
quando o amor a elas obrigava:
foram muitas chegadas sem partida
De comboio avião ou de navio
quantas ‘stações e quantos cais de embarque
quantos aeroportos: um desfile
de bilhetes comprados e viagens.
Estranha comunhão: amor/ausência
irmanavam em tal mesma presença
como se a dor beirasse as alegrias.
Nem sei porquê razões de tantas fugas:
levo as mão ao meu rosto, conto rugas,
mas não recordo agora o que seria."

(António Salvado)

5 comentários:

joão severino disse...

Cheguei ao seu blogue. Gostei muito.
Você tem o mesmo nome de um piloto de corridas de automóveis que eu formei e acompanhei. O André Couto é para mim o melhor piloto português de todos os tempos. Não foi para a Fórmula 1 por uma burrice de seu pai. Actualmente corre no Japão e vai participar no programa do Grande Prémio de Macau, onde já foi vencedor em F3.
Possivelmente estas coisas de corridas de automóveis não lhe dizem nada, mas é só para ter uma ideia como um nome idêntico ao seu acompanhou-me ao longo de muitos anos.
Grande abraço

Tiago R Cardoso disse...

desconhecia, no entanto mais uma excelente escolha.

Lampejos disse...

Saudações André,

Brilhante são os teus olhos quando vêem a beleza em poemas com este.
Relembrar sem recordar realmente é um verdadeiro enigma.

Um tesouro de poema!...

Obrigada por compartilhar :)


(a)braços,flores,girassóis :)

sonhos/pesadelos disse...

mais uma vez, as palavras são tudo...
poema lindo!!!
bjs endiabrados

Liar disse...

Lindo poema.

Parabéns pelo Blog.

Bjinho
Céci